
ii · Manifesto
Eu acredito que as organizações são o nosso maior potencial de realização coletiva.
É nelas que pessoas diferentes se juntam em torno de um propósito e constroem o que nenhuma conseguiria sozinha. Mas elas precisam, com urgência, de uma revolução da consciência. O jeito que as coisas sempre foram feitas já não dá conta do mundo de hoje, e está na hora de construir empresas mais humanas, justas e sustentáveis, e justamente por isso mais capazes de gerar resultado ao longo do tempo.
Meu trabalho e a minha vida são guiados por alguns pilares que eu não negocio.
Acredito na consciência como ponto de partida. É a nossa capacidade de pausar, observar o impacto do que fazemos e questionar o piloto automático, nas pessoas e nas empresas. Dela nascem a compaixão e a gentileza, que eu pratico como pequenos atos de rebeldia num mundo que confunde firmeza com dureza. Acredito na transparência radical, a de quem diz o que pensa com respeito, como base para uma conexão genuína, interessada em cuidar e nunca em manipular.
Acredito num propósito que só é real quando serve ao coletivo, e que a gente reconhece dentro de si em vez de escolher numa prateleira. Acredito na sustentabilidade no sentido mais amplo: um planeta saudável e pessoas com saúde para habitá-lo, porque nenhum resultado se sustenta quando quem o produz adoece. Acredito na inclusão como o único caminho para acessar a riqueza da diversidade humana, e na autenticidade como o que libera o nosso potencial, permitindo que a gente seja quem é, sem máscaras e sem personagens.
E para atravessar tudo isso, acredito na criatividade para redesenhar sistemas, na curiosidade que nos mantém aprendendo, na flexibilidade para mudar de rota quando é preciso e, acima de tudo, na leveza, que nos lembra que, apesar dos desafios, dá para viver e trabalhar de um jeito mais pleno e mais alegre.
Meu trabalho é um convite para líderes e organizações que compartilham dessa visão e têm a coragem de questionar, sentir e agir para construir um futuro do qual todos nós possamos nos orgulhar.
Tiago Giacomoni
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